
O imbróglio jurídico envolvendo a final da Série B do Campeonato Amazonense de 2025 ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (18). Em sessão virtual, o Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM) rejeitou, por unanimidade, a medida inominada apresentada por Penarol e Operário contra o Itacoatiara Futebol Clube, campeão da competição.
As agremiações questionavam a suposta inscrição irregular do atacante colombiano Jefer Gongora Arboleda, que defendeu o Itacoatiara durante toda a campanha e marcou o gol do time na decisão contra o Operário, no último dia 7, no estádio Gilbertão. A partida terminou empatada em 1 a 1, e o Itacoatiara ficou com o título nos pênaltis, garantindo também o acesso à Série A de 2026.

Após a derrota, o Operário divulgou uma nota oficial alegando que o registro do atleta só teria sido concluído no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF no dia 8 de julho, um dia após a final. Até então, segundo o clube, o status do jogador constava como “Rejeitado na transferência”. Com base nisso, a representação foi protocolada no TJD-AM e recebeu apoio também do Penarol.
Entretanto, o relator do processo, auditor Márcio Greyk de Paula Raposo, não conheceu a medida, alegando ausência de preparo no momento da interposição da ação, em desacordo com o artigo 80 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
O pagamento do emolumento ocorreu somente após o protocolo, o que fere os requisitos formais exigidos. A decisão foi acompanhada de forma unânime pelos demais auditores do Pleno.

Com isso, o Itacoatiara FC permanece oficialmente como campeão da Série B de 2025 e com vaga assegurada na elite estadual do próximo ano.
Em contato anterior com a reportagem, o presidente do clube, João Carlos Campos, já havia se mostrado tranquilo quanto à regularidade da documentação do elenco. Ele chegou a apresentar à reportagem um print do BID indicando o registro de Arboleda no dia 23 de maio de 2025.
“Toda a documentação dos atletas foi entregue dentro dos prazos. Se houvesse algum impeditivo, o atleta não chegaria nem a constar em pré-súmula. O Operário tem o direito de questionar, mas temos convicção de que tudo foi feito de forma correta e dentro da legalidade”, afirmou Campos.
A decisão encerra, ao menos neste momento, a disputa jurídica em torno do título e do acesso conquistado dentro de campo pelo Itacoatiara FC.
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