
O funcionário público João dos Santos Araújo, de 63 anos, se casou dentro do Hospital Rio Negro, da Hapvida, na quinta-feira, 30/04, após ser internado para realizar tratamento oncológico. A cerimônia, que estava marcada para acontecer em cartório, precisou ser transferida para o hospital diante do quadro clínico delicado do paciente. A decisão se tornou uma missão da equipe assistencial, que transformou o leito em um cenário de muito amor e união.
Para João, seguir com o casamento mesmo durante a internação reflete a trajetória construída ao lado da companheira e ao significado que o momento carrega. Ele explica que não queria adiar um plano que já estava traçado e que ganhou ainda mais importância diante do contexto que está vivendo. “Esse casamento já estava nos nossos planos. Quando tudo mudou, eu não queria adiar mais. Fazer isso aqui dentro foi importante pra mim, me deu força e me deixou mais tranquilo”, explica.
O paciente também fez questão de destacar o atendimento recebido e a forma como a situação foi conduzida pela equipe do hospital, desde o primeiro contato até a realização da cerimônia. “Eu fui muito bem acolhido desde que cheguei. A equipe teve sensibilidade para entender o que esse momento representava pra mim. A Hapvida me deu todo o suporte pra que isso acontecesse com segurança, e isso fez toda a diferença”, afirmou João.
O pedido chegou ao hospital por meio da esposa do paciente, que procurou o Serviço Social ao perceber que não seria possível cumprir o compromisso fora da unidade. A partir desse contato, a equipe passou a avaliar alternativas e iniciou a articulação interna para adaptar a cerimônia à realidade do hospital.
“Ela nos procurou e explicou que o casamento já estava todo organizado. Como ele foi internado e não tinha previsão de alta, a gente começou a buscar uma forma de viabilizar esse momento aqui dentro”, explicou Renata Santana Gomes, assistente social da Hapvida.
A organização envolveu diferentes áreas do hospital e exigiu alinhamento entre equipe assistencial, gestão, família e cartório. O objetivo foi garantir que a cerimônia acontecesse com segurança, sem interferir na rotina hospitalar. “Foi preciso conversar com todos os envolvidos e ajustar os detalhes. A prioridade era respeitar o estado de saúde dele e garantir que tudo acontecesse da melhor forma possível”, finalizou.
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