Enquanto a deputada estadual Débora Menezes intensifica discursos em defesa das crianças e da família, casos recentes envolvendo mortes de menores e denúncias de suposta negligência médica têm levantado questionamentos sobre a ausência de cobranças mais firmes às autoridades responsáveis pela saúde pública do Amazonas.
Nos últimos dias, um dos casos que mais chocou a população foi o da pequena Victória, de apenas 3 anos e 7 meses. A mãe da criança denunciou publicamente que a filha teria morrido após uma suposta superdosagem de medicamentos no Hospital e Pronto-Socorro da Criança Joãozinho, na Zona Leste de Manaus. A família cobra investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos. (Portal CM7)
O episódio reacendeu o debate sobre a qualidade do atendimento nas unidades de saúde infantil do Estado. Em abril deste ano, mães que perderam seus filhos realizaram um protesto em frente à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), denunciando supostos casos de negligência e cobrando respostas do poder público. (Portal CM7)
Entre os relatos está o de uma mãe que acusou o Hospital Joãozinho de negligência após a morte de seu bebê, caso que gerou forte repercussão nas redes sociais e pedidos de justiça. (Canal 92 AM)
Além dos casos envolvendo a rede pública, o Amazonas também acompanha o desdobramento do caso Benício Xavier. A Justiça do Amazonas aceitou a denúncia do Ministério Público contra uma médica e uma técnica de enfermagem pela morte do menino de 6 anos, ocorrida após a aplicação inadequada de adrenalina. As profissionais agora respondem por homicídio qualificado, conforme decisão judicial publicada nesta semana. (Tribunal de Justiça do Maranhão)
Diante desse cenário, cresce a cobrança de setores da sociedade para que parlamentares que se apresentam como defensores das crianças também utilizem seus mandatos para fiscalizar com rigor a saúde pública e cobrar explicações das autoridades responsáveis quando tragédias acontecem.
Para críticos, defender a infância vai além dos discursos e das redes sociais. Significa exigir respostas, investigar falhas e lutar para que nenhuma família precise enterrar um filho por erros que poderiam ter sido evitados.